Queria te falar todas as coisas que enterrei em mim, por tantas razões que nem se faziam e fazem algum sentido agora. Me apaixonei por você a tanto tempo que é quase natural, é quase como respirar ou comer ou andar, é um estado. E todas as pequenas linhas que me ataram se tornaram tão grandes que me enrolei nelas, me aninhei nelas e não quero sair.
Admirei você antes, para amar depois. Suas opiniões, conselhos, conversas, sua voz ao telefone, seus olhos diferentes, sua boca, sua barba, seu pé horrível, seu cabelo arrumadinho, você tão
arrumadinho… tão diferente de mim. É, tão diferente…
Gosto quando você fala o que pensa, e gosto como passeia pelas palavras com a lingua, como se fosse fácil se expressar tão bem, tão coerentemente, gosto quando você divaga e volta ao ponto incicial, o qu nunca consigo fazer, me perco no meio das frases.
Gosto do seu sorriso torto. Sempre gostei.Gosto do cheio que o travesseiro guarda quando você se levanta, e de dormir na sua cama e decorar o seu quarto, e decorar sua sua vida com a explosão de cores que eu sou. Feliz, ou infelizmente. Talvez eu seja é demais, fatalmente demais.
Demasiado. Além.
Gosto dos seus dedos correndo o violão, e sei qua quase todos os outros também tinham talentos assim, mas você sempre foi aquele de que me orgulhei mais. Achei tanto, que você era mais do que eu merecia. Triste, né? Depreciativo até… Nada a ver comigo.
Gosto de ser quem tira você do fundo das coisas, e gosto quando você a é mão que me ergue também, e de repente, assim de repente para mim, você me afunda.
num escuro sem fundo.
eu não consigo respirar.
De repente o homem dos meus sonhos, não é exatamente um príncipe e nem um sapo, ele é só um homem. E a imagem que eu admirava parece se esvair rápido, e não sei o que dói mais, você não ser o que eu esperava, o que achei, sempre achei ser… ou você ter mudado depois de mim.
